sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Oito Propósitos da Oração do Pai Nosso



Atendendo ao pedido dos discípulos, “ensina-nos a orar”, Jesus passou a ensiná-los a oração do “Pai Nosso”. Mt 6.9-13; Lc 11.1-4.
O propósito específico da oração do “Pai Nosso” é estimular os discípulos a usarem a oração modelo.
Cada expressão da oração do Pai Nosso tem um aspecto e um propósito de reconhecimento muito singular para as nossas petições.
I – RECONHECER A PATERNIDADE DIVINA.
a) Deus não é apenas “meu Pai” – individualmente.
b) Deus é nosso Pai – coletivamente – Pai nosso.
c) Ele é o Pai celestial. Mt 6.9.
d) Ele está no alto e sublime trono.
II – RECONHECER A SANTIDADE DO “NOME” DO SENHOR.
a) Santificado seja o teu nome. Mt 6.9.
b) O nome de Deus se limita ao que é sagrado. Êx 20.7; Lv 19.12.
c) O Pai celestial é santo, logo o seu nome também é. Lv 11.44; I Pd 1.16.
d) O nome do Senhor Deus precisa ser reverenciado na vida cotidiana, tais como os seres celestiais o fazem. Is 6.1-3; Ap 4.8; 5.9-13.
e) Perante esse nome todo joelho se dobrará, nos céus, na terra e debaixo da terra. Fp 2.9-11.
III – RECONHECER QUE O PAI É REI – ELE TEM UM REINO.
a) O Reino de Deus consiste em justiça, paz, alegria no Espírito Santo e poder. Rm 14.17; I Co 4.20.
b) Ele reina espiritualmente em nossas vidas. I Cr 29.11; Sl 22.28.
c) O Reino do Pai está dentro de nós. Lc 17.21.
d) O Reino de Deus não tem aparência exterior. Lc 17.20.
e) O Reino do Pai é eterno. Sl 10.16; I Tm 1.17.
IV – RECONHECER E SUBMETER-SE  À VONTADE DO PAI.
a) Deus tem vontade e precisamos nos submeter a esta plena vontade. Sl 40.8; Mt 12.50.
b) Jesus era submisso à vontade do Pai. Mt 26.42; Jo 5.30; Hb 10.7.
c) A vontade de Deus é boa, agradável e perfeita. Rm 12.2.
d) O apóstolo Paulo era submisso à vontade do Senhor. At 21.12-14.
V – RECONHECER QUE O PAI SUPRE TODAS AS NOSSAS NECESSIDADES.
a) É ele quem nos dá o pão de cada dia. Mt 6.11; Lc 11.3.
b) Ele tem cuidado de nós. Sl 55.22; I Pd 5.7.
c) Ele é o provedor de todas as coisas: sustento, cobertura e tudo mais. I Tm 6.8.
d) Ele supre as nossas necessidades. Fp 4.19.
VI – RECONHECER QUE O PERDÃO VEM DE DEUS – O PAI É PERDOADOR.
a) Não devemos orar com contas pendentes diante de Deus, antes de tudo, devemos pedir-lhe perdão. Mt 6.12; Lc 11.4.
b) Se quisermos ser perdoados, devemos perdoar aos nossos devedores. Lc 11.4; Mt 5.23,24; 6.12-15.
c) Deus vinga dos nossos feitos, porém, é perdoador dos nossos pecados. Nm 14.18; Sl 99.8.
d) Quando reconhecemos que o Pai é rico em perdoar, Ele perdoa as nossas iniqüidades, sara as nossas enfermidades e redime a nossa vida. Is 55.7; Sl 103.3-5.
VII – RECONHECER QUE O PAI NÃO NOS DEIXA CAIR NA TENTAÇÃO – ELE NÃO NOS INDUZ A ISTO.
a) Aqui clamamos pela fortaleza divina para não cairmos ou cedermos à tentação. Mt 6.13.
b) O Senhor não tenta a ninguém e nem se deixa vencer pela tentação. Mt 4.7; Hb 4.15; Tg 1.13,14.
c) O Pai não nos deixa ser tentados além do que podemos suportar, na tentação ele nos dá o livramento. I Co 10.13.
d) Quando reconhecemos esse poder de Deus, vencemos todo mal. Hb 2.18.
VIII – RECONHECER QUE O PAI NOS LIVRA DO MAL
a) Temos aqui um pedido de proteção contra as potestades espirituais. Ef 6.12-18.
b) O Pai nos livra das artimanhas do diabo que anda ao derredor de nós rugindo como leão querendo nos tragar. Sl 91.3-6.
c) Devemos resistir o diabo e expulsá-lo em nome do Senhor. Tg 4.7; Lc 9.1; 10.19; 11.21-23.
d) Estamos pisando num campo minado pelo mal, porém, o Senhor está conosco para nos livrar. Sl 41.1-3; II Pd 2.9,10.
CONCLUSÃO
Jesus conclui a oração do Pai Nosso rendendo ações de graças e uma doxologia ao Deus poderoso que é o Nosso Pai.
Porque teu é o Reino, e o poder, e a glória, para sempre. Amém! Mt 6.23.
Pr. José Alves da Silva.

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